sábado, 9 de dezembro de 2017

Episódio Nº 58 - Nazaré. Velhos Lobos do Mar

Episódio Nº 58 Como é que ele não tinha reparado nisto, tinha sido tão estúpido e cego… Sim, porque o maior cego é aquele que tem vista e não quer ver. Agora daqui para a frente, vocês vão ver quem é o Virgolino. (Alguns dias depois chegou o Domingo. O Zé e a sua namorada, ainda um pouco envergonhada lá foram falar com o João, com a esperança que o convite que lhe iam fazer, ele aceitasse. Dirigiam-se para casa dele antes do almoço. Maria abriu a porta, ficando um pouco admirada com a presença dos dois jovens) - Bom dia Maria. - Bom dia Rosa e companhia. Há alguma novidade? - Olha, vinha falar com o meu primo João, ele ‘tá em casa? - Por acaso ´tá, chegou mesmo agora do mar. Queriam falar com ele?! - Se não incomodasse, queria dar-lhe uma palavrinha. - Sentem-se aqui nestes banquinhos, fiquem à vontade. - (Rosa intranquila) É a primeira vez que entrar em tua casa à Maria! - Alguma vez tinha que ser a primeira… Eu vou avisar o João. Olha, aí ‘tá ele. - Olha o primo João, bom dia rapaz. - Bom dia Zé. Há novidade? - Desculpa lá este incomodo. Eu e a Rosa, queríamos falar contigo, se tiveres um pouco de tempo para nos atender. - Diz lá Zé, fiquem à vontade! -À João é o seguinte, a gente temos a pensar em casar, lá para o início do mês de Março, mas aqui a Rosa, tem tido dificuldade em escolher os seus padrinhos… A gente depois de pensar, como nos demos sempre bem, vinha convidar-te para padrinho da Rosa, que dizes tu a isto João!? - À primo, ‘tou um bocado admirado com a vossa escolha… Se queres que te diga a verdade, eu nem sou pessoa dessas coisas de casamentos; mas nem é por causa de vocês, nem pensem mal de mim… Na´sou pessoa de festas percebes! Mas ouve cá Rosa, tu na’tens ninguém que te leve à Igreja? -O que o meu primo está a dizer é verdade, nunca gostou de balhes, batizados e de festas ,ele é mais amigo do sossego percebes! - Pois é assim. Mas ouve cá Rosa, já tens madrinha? - Madrinha também não tanhe. A gente pensamos se tu fosses ser o padrinho, podias tu escolher a madrinha, ficava assim a teu gosto! - Olha, isse p’ra mim ainda é mais complicado…Eu nem namoro com ninguém e dou-me com muito poucas raparigas! - (Rosa interveio) Desculpa à João, se calhar na’sabes… Eu sei de uma rapariga que fala muito de ti, e na’tá muito longe da tua rua… Sabes ‘ma coisa, as conversas que temes umas com as outras, descobrem-se muitos segredos encobertos! Se tu quiseres até te posso dizer quem é! Fim do 58º Episódio M. Francelina e José Balau. No-temp-dos-barretesblogpot.com

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Episódio Nº 57º Nazaré. Velhos Lobos do Mar.

Episódio N º 57 – Nazaré Velhos Lobos do Mar Rosa - Está bem filho, vai lá então. Mas olha qu’eu que’re saber logue a resposta… Eu só queria que ficasse tudo já resolvido, t’anhe pena da piquena, o que é que tu queres! ( O Zé foi contar à Rosa a novidade que lhe queria dar. Depois de lhe explicar, ela não ficou muito convencida, de ser o seu primo o padrinho e a madrinha a sua namorada) – À Zé não sei, eles são tão novos, se calhar não aceitam serem meus padrinhos…Ouve cá, e se eu não me der bem com a rapariga dele! - Ouve cá Rosa, tu estás a complicar o teu problema, estou a tentar resolver da melhor maneira e tu nada… Olha Rosa tu queres casar ou não? - Mas que pergunta Zé… Claro que quero! - Então, se te dás bem com o meu feitio, as outras pessoas que eu tenho confiança também tens que confiar! Eu dou-me bem com todo o mundo, e sinto-me feliz assim! A gente vai lá os dois, eu falo com o meu primo, explico que não tens padrinhos e com boas palavras, ele é bem capaz de aceitar… Se ele quiser escolher a madrinha tanto melhor. Até pode ser que mais tarde, também possamos ser padrinhos dele! Eu tenho quase a certeza que vai correr tudo bem! - À lés… Eu nunca vi ninguém c’oma ti… É tude facilidades. - Olha Rosa, bem basta as dificuldades que a vida nos traz… Enquanto a gente tiver alguma coisa, onde nos agarrarmos estamos bem. Não devemos ser muito pessimistas, devemos acreditar que o futuro vai ser bom, falta - te um pouco mais de coragem Rosa! - Talvez tenhas razão! ( Em casa da TI´Maria tudo corria bem. O Ti´Tonho conforme o tempo deixava lá ia fazendo a sua vida, ora pescando no mar, na vida do corrimão e quando havia cheia no campo, pescava às enguias. O João, sempre que podia ajudava o seu pai, a sua mãe vendia o peixe que o seu marido pescava. O Virgolino, começou a ganhar gosto pelo trabalho, e vergonha que era coisa que ele nunca teve. Agora sempre que ele trazia peixe para casa, lembrava-se de oferecer uns peixinhos à senhora Maria da Chupeta, uma amiga que o tinha ajudado numa má fase da sua vida. Foi ela que o fez ver que o caminho errado não o levava a lado nenhum; Agora só bebe vinho às refeições e tem vontade de trabalhar. Foi uma grande amiga.) Agora vive mais feliz e a sua Virgínia por vezes, até já canta na arrumação de sua casa. Como é que ele não tinha reparado nisto, tinha sido tão estúpido e cego… Sim, porque o maior cego é aquele que tem vista e não quer ver. Agora daqui para a frente vocês vão ver quem é o Virgolino. Fim do 57º Episódio M. Francelina e José Balau. No-temp-dos-barretesblogpot.com

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Episódio Nº 56 - Nazaré. Velhos Lobos do Mar

Episódio Nº 56 – Nazaré Velhos Lobos do Mar - Olha Zé, essa atitude só te fica bem. A tua mãe e a tua tia, foram sempre pessoas muito sérias e a tua avó trazia-as sempre na linha, e foi essa a razão da minha mãe, quando precisava de algum serviço, era à tua família que se dirigia. - È verdade. A minha avó era uma mulher muito trabalhadora e séria. Agora estou preocupado com o meu pai, ele prometeu que se ia emendar; os defeito maior dele é beber vinho em demasia, e isso faz com que ele perca a vontade de trabalhar. Doravante, vamos ver como ele se vai comportar. Agora vai trabalhar numa empresa, se ganhar juízo, é uma felicidade para ele e para nós. - Muito bem Zé. Depois dá-me notícias do teu primo, não te esqueças. - O Zé quando chegou a casa, a sua mãe andava a fazer a limpeza e arrumando algumas coisas que não estavam ao seu gosto.- - Então filho, como te correu hoje a tua vida!? - Tudo bem mãe. Olhe, eu contei ao meu patrão, como a Rosa tem andado triste, por não ter padrinhos, e ele até me deu uma ideia… disse-me para ir convidar o meu primo João; O que acha você desta ideia ? - Olha filhe, não há coisa mais linda, que a gente honrar o nome da nossos familiares. Gente séria e de vergonha já vem do tempo dos nossos avós; quando eles não tinham comer em casa, porque a vida antigamente era difícil, eles não saíam de casa com vergonha. - Ainda me lembro da minha avó, dava tudo o que tinha. - Quer ouvir mãe, olhe que o meu patrão até ofereceu trabalho à minha namorada. Não é qualquer pessoa que entra em casa dele. Eu estou admirado com o senhor Armando, sem lhe fazer favor nenhum, está a tratar-me como um filho. - Olha filho, o teu patrão não é cego, ele conhece muito bem a nossa família! - Está bem mãe estou admirado. Olhe eu vou contar à Rosa o que se está a passar, quero saber a opinião dela, se concorda em convidar o meu primo para ser padrinho dela. - Está bem filho, vai lá então. Mas olha qu’eu que’re saber logue a resposta… eu só queria que tudo ficasse já resolvido, t’anhe pena da piquena. Fim do episódio 56 º M. Francelina e José Balau. no-temp-dos-barretesblogpot.com

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Episódio 55 - Nazaré Velhos Lobos do Mar

Episódio Nº 55º - Nazaré. Velhos Lobos do Mar - À já tinha óvide dezer. Olha, mal empregado rapaz nessa moça! - Mas ouve cá cara de catane… mas porquê !... É por causa da rapariga ser pobre! Lá porque o rapaz ter agora um emprego em terra, se’calhar tinha qu’ir buscar uma pincesa para casar… Vocês só falam à sorte! Se a piquena ‘tá inganada dele, o que querias tu que o rapaz fizesse!? - À miga, eu na’sabia nada dessas vidas, te jure por tude! - Olha, por causa de ti… já deixei de comprar uma teca de carapau… Eu na’ vanhe p’raqui pa’ coscuvilhices; dêixa-me ‘tar mas é ca cabeça no lugar…( entretanto ) Chui, foi daqui à senhor Brune!... Até enfim, pronte na’quere comprar mais nada, esta teca de peixe já me chega pá ’nha venda de amanhã! Olha cu’ma pessoa nunca tá descansada em lade nenhum; faltava agora esta cara de catane pa’me vir com conversas, quela já ‘tá farta de saber…Quem não as conhecer que as compre! - Entretanto os éditos do Zé e da Rosa, foram sendo conhecidos em todas as missas, sem se saber de algum impedimento. As famílias, preparavam o indispensável para que nada faltasse no grande dia. O senhor Armando como tinha prometido não faltou com nada. O Zé ao aproximar-se do dia do casamento andava muito nervoso, e o seu patrão apercebendo-se disso, chamou o Zé á parte e disse-lhe:- Ouve cá Zé, tu não te dás com o teu primo, o filho da tua tia Maria? - O meu primo João! Claro que dou! - Então, falas com a Rosa e diz-lhe se ela quiser, vais com ela falar com o teu primo, e vais ver que ele é capaz de ajudar. Tu tens demonstrado que és capaz de resolver todos os obstáculos e não agora que vais ficar de braços cruzados. Ah! É verdade, a mulher que me fazia a limpeza já está velhota, vai deixar de fazer o seviço; eu lembrei-me da tua namorada talvez ela tivesse interessada neste trabalho; limpar a farmácia e a minha casa. Pelo menos era mais um ordenado que no futuro iria resolver algumas despesas; e também poderem amealhar algum dinheiro. - Está bem senhor Armando, muito obrigada, eu vou falar com a Rosa , ela deve aceitar não gosta de estar parada. Vou também falar com aminha mãe. Eu gosto de por ao corrente os acontecimentos à minha mãe, e ele costuma me dar sempre bons conselhos. - Olha Zé essa atitude só te fica bem. A tua mãe e a tua tia, foram sempre pessoas muito sérias e a tua avó trazia-as sempre na linha, e foi essa a razão da minha mãe quando precisava de alguma coisa, era à tua família que se dirigia. Fim do 55º Episódio M. Francelina e José Balau. no-temp-dos-barretesblogpot.com

Episódio 54 . Nazaré. Velhos lobos do Mar

Episódio Nº 54 – Nazaré. Velhos Lobos do Mar - Mãe, oiça com atenção o que lhe vou dizer… O senhor Armando, vai ajudar-me no meu casamento! - Ai…’na me digas! … Mas tu tiveste a falar com ele? - Sim mãe tive. Eu não esperava por esta notícia… até parece mentira; eu acredito que ele vai cumprir com o que me prometeu! - À filhe, o senhor Armande já te dou provas, que gosta de te ajudar. - Eu sei mãe, mas o que ele me disse… Olhe, eu agora não lhe vou dizer mais nada… assim que eu possa depois conto-lhe tudo. Agora tenho mais que fazer! - O Zé estava realmente radiante com tanta boa notícia, que o seu patrão lhe tinha dado. A sua namorada, tinha que saber desta novidade e não perdeu tempo. Dirigiu-se a casa dela, para lhe dar a agradável notícia do senhor Armando - - Pouco depois - - É verdade Rosa, eu não estou a mentir, até já contei isto à minha mãe. - Eu estou achar muita coisa Zé! - Tu tens o direito de pensares o que quiseres, não te censuro por isso; mas acredito no meu patrão. - Ouve cá Zé, tu não achas que o senhor Armando ,anda mas é a engraxar -te pa’tu seres um escrave dele…tu fartas-te de trabalhar, quase na’tens descanse. - Ouve cá Rosa, tu tens alguma razão para ficares assim desconfiada? - Desconfiada não, mas sobre aquilo que tu me disseste… o senhor Armando vai ajudar-te com muita coisa, ache muita fartura Zé… Na’conheces o velho ditado: - quando esmola é grande o pobre desconfia! - Olha Rosa, se tu tens alguma dúvida eu não, o meu patrão da maneira como me falou, notei que ele quer mesmo ajudar. Agora devemos apresentar o caso aos nossos pais, para eles terem conhecimento do que se passa. - Está bem, eu falo com o meu pai, ele não vai opor-se com certeza. - Algum tempo depois chegava o mês de janeiro. Na praia, a faina da pesca movimentava-se com normalidade. Os barcos num vai e vem, retiravam o peixe para seguir para a venda. A lota na hora da tarde, seguida pelos compradores, todos compravam o peixe variado que mais lhes interessava. Maria (peixeira) também estava presente, de vez em quando ela comprava peixe para o seu mercado, vendendo nos arredores da Nazaré. Uma colega a certa altura disse-lhe: - Ouve cá Maria ò’vi dezer que o teu sobrinho Zé, vai-se casar com a filha do Encharrôque? - È verdade à miga. Vão-se casar pó mês que vem se Deus quiser: - À já tinha óvide dezer. Olha, mal empregado rapaz nessa moça! - Mas ouve cá cara de catane… mas porquê!... É por causa da moça ser pobre! Fim do 54º Episódio M. Francelina e José Balau. no-temp-dos-barretesblogpot.com

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

53º Episódio - Nazaré. Velhos Lobos do Mar

Episódio Nº 53 – Nazaré. Velhos Lobos do Mar - Pensa muito bem, mas deixa lá pode ser que a tua vida um dia dê uma volta… Até veio agora à memória, uma solução para te ajudar! Se tu ainda não pensaste nos teus padrinhos, eu e a minha esposa podemos te acompanhar como tal; isto se tu aceitares claro! - Ó senhor Armando muito obrigada. - Ainda tenho mais uma pergunta. Ouve cá Zé, tu tens boas relações com o pai da noiva? - Sim, até nos damos muito bem. - Então, talvez não seja má ideia, vocês morarem em casa dele, escusavam de arrendar casa. Ele também não tem mais ninguém, se’calhar até lhe dava bastante jeito, que dizes a esta ideia! - Pois é não é má não. Tenho que falar com ele, até pode ficar contente! mas há uma coisa que me anda a preocupar, a minha namorada anda cheia de ciúmes. - Mas porquê, ela tem razões para isso Zé? - Não senhor Armando, sabe ela estava habituada a ver-me todos os dias com a roupa do mar, agora como visto de maneira diferente, começou a ganhar ciúmes de outras raparigas, que veem aqui à farmácia. - Não leves a mal Zé, o que deves fazer agora é tu dares mais um pouco de atenção a rapariga, isso passa. ( dias depois o senhor Armando voltou a falar com o Zé) - Ó Zé lembrei –me, quer dizer até foi a minha esposa que falou de uma mobília, que nós não precisamos dela e a ti podia fazer muito jeito; no princípio de vida quanto menos despesas melhor. - O senhor Armando está a incomodar-se muito, nós só levamos o podermos; Estamos acostumados a casas modestas. - Está bem eu sei muito bem. Mas conversa lá com a tua mãe, sobre esta oportunidade. Eu só tenho vontade de vos ajudar. - Muito obrigadinho, agradeço-lhe muito. Fique descansado, que vou mesmo falar com a minha mãe assim que chegar a casa. (Depois da agradável conversa entre o Zé e o seu patrão, quando chegou a casa dirigiu-se à sua mãe com uma imensa alegria, que mais parecia encher toda a casa) - Mãe à mãe, você não calcula a alegria que vai dentro de mim, a notícia que lhe trago até me parece um milagre! - À filhe ‘tás - me a deixar assustada… mas, diz depressa o que aconteceu, deve ser ‘ma boa notiç’a… não é filhe? - Mãe, oiça com atenção o que lhe vou dizer… O senhor Armando vai ajudar-me no meu casamento! - Ai…’Na me digas! Fim do 53º Episódio M. Francelina e José Balau. no-temp-dos-barretesblogpot.com

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

52º Episódio - Nazaré. Velhos Lobos do Mar

Episódio Nº 52 - Entretanto o tempo foi passando. O Virgolino, lá se foi portando razoavelmente já não bebia, continuando a dar assistência à senhora Maria e ajudando o seu marido (Abílio) na descarga dos barris de vinho. Quando ele não tinha trabalho na taberna, continuava a ir às pinhocas. ( entretanto na farmácia tudo corria normalmente. O Sr. Armando, não escondia a sua satisfação por ter dado a mão ao Zé que, a olhos vistos ia fazendo progresso, sempre cuidadoso e atento ao movimento na farmácia. - Um dia o senhor Armando fez-lhe uma pergunta.- Então Zé, já tens alguma pequena debaixo de olho? - Já sim senhor Armando. Este emprego que o senhor me ofereceu, foi um milagre; Deus lhe dê muita saúde e a todos seus… sabe que o mar umas vezes dá e noutras tira; e confesso, também não gostava muito da vida do mar. Antes de vir trabalhar para a farmácia, já tinha pedido ao mestre Miguel, (não sei se o senhor conhece) um lugarzinho na empresa dele mas só podia entrar em Janeiro. - Olha, é bom homem eu conheço muito bem esse senhor. - É sim senhor. Mas eu tive o cuidado de lhe comunicar que tinha conseguido trabalho em terra; ele até me aconselhou para ter juízo, e segurar o emprego sempre era muito melhor que enfrentar o mar. Agora, segundo um informação ele vai aceitar o meu pai. - Óptimo Zé, óptimo. O teu pai tem andado a fazer uns biscates à senhora da taberna, é bom para ele se habituar a trabalhar; foi coisa que ele nunca gostou… Ele ainda vai a tempo. Tu és diferente, saíste à tua mãe ainda bem! - Bom, voltamos ao início da conversa. Quem é então a rapariga escolhida? - À … Não sei se o senhor Armando conhece, ela chama-se Rosa, a mãe dela já faleceu, e o pai é mais conhecido pelo nome de Encharrôco. - Pois conheço muito bem rapaz, ela já tem vindo aqui à farmácia. Ò zé… tu tens olho, a rapariga é muito engraçada; olha, trás sempre o pai muito bem arranjado… o homem nunca casou, para não dar uma madrasta à sua filha, é curioso! Eu estou muito contente senhor Armando, gosto muito dela. Eu até queria casar para o ano, mas não estou preparado para isso, é preciso algum dinheiro e nós não o temos. - Pensa muito bem, mas deixa lá pode ser que a tua vida dê uma volta… Até veio à memória uma solução para te ajudar! Fim do 52º Episódio M. Francelina e José Balau. no-temp-dos-barretesblogpot.com